Como fazemos para comunicarmos com o mundo? Fazemo-lo através dos sentidos: VISTA, OUVIDO, GOSTO, OLFACTO e TACTO. Como fazemos para comunicarmos connosco mesmo? Também o fazemos através dos sentidos: CONSTRUIMOS IMÁGENS MENTAIS, OUVIMOS O NOSSO PRÒPRIO PENSAMENTO OU CONVERSAS, SENTIMOS SENSAÇÕES INTERNAS (de gosto, olfacto, tacto). Estes sentidos internos, estes canais de comunicação, são os que nos criam as sensações. Os realizadores de cinema criam sensações através da imagem e do som. Quando Alfred Hitchcock filmou Psicosis, jugou com todos estes elementos para criar sensações de medo no espectador. Imagens escuras, primeiros planos, sequências muito curtas, música penetrante… Imagine-se a sequência do duche do filme Psicosis com cores pastel, planos longos, uma só sequência e música dos Beatles! Já não seria o mesmo filme, já não criaria as mesmas sensações.Alfred Hitchcock sabia muito bem o que queria conseguir. Queria criar emoções nos seus espectadores. Todos os realizadores de cinema fazem o mesmo. Usando as cores, o brilho, o foco, os ruídos e a música, criam emoções.Fazem assim porque sabem que o cérebro funciona dessa maneira. Os canais através do que pensamos criam as nossas emoções.O nosso cérebro utiliza uma mistura desses canais perceptivos para criar sensações diversas. Se se sentir mal por alguma coisa e fizer uma imagem mental, o seu cérebro usará essa imagem e constrói uma imagem mental, o seu cérebro então usará essa imagem mental concreta para o fazer sentir algo determinado. Se mudar o canal, mudará a emoção.Por exemplo, se deseja deixar uma preocupação que lhe dá voltas e mais voltas à cabeça, faça o seguinte:
Passo 1: Delimite o problema que deseja modificar.
Passo 2: Identifique que canais perceptivos estão a funcionar quando ocorre o que quer modificar. Vê imagens? Ouve algum diálogo entre pessoas, ruídos ou monólogos? Há algum odor ou sabor? Nota alguma sensação física? Note se existe uma espécie de mistura de tudo isso, como se fosse um filme com imagens, sons e sensações.
Passo 3: Mude consciente e voluntariamente de canal. Se eram imagens, pense no tema com palavras interiores. Se era um diálogo auditivo, pense nele como se fossem imagens. Se era como um filme com som, desligue o som ou desligue a imagem. Observe que mudanças aconteceram na sua sensação.
Passo 4: Se não aconteceu a mudança que desejava, volte a mudar de canal. Se era uma imagem com som e lhe tirou o som, centre a sua atenção em algum aspecto da sua percepção corporal, como a respiração, por exemplo. Se notava alguma sensação na sua pele acompanhada de imagens e se tirou as imagens, ponha som na sensação cutânea.
Passo 5: Pode ir mudando de canal todas as vezes que forem necessárias.Dentro de cada um desses canais (visual, auditivo, olfactivo, gustativo ou táctil) existem outras variáveis. Em relação ao canal visual podemos decompô-lo em vários outros factores: tipo de cor, tipo de brilho, tipo de contraste, se está focado ou desfocado, se a imagem é lisa ou rugoso, se há ou não imagens de fundo, o tamanho da imagem, se tem uma marca à volta ou não, se é uma imagem com movimento ou se é uma imagem estática, etc. Em relação ao canal auditivo podemos decompô-lo em: tom, timbre, se o volume se ouve alto ou baixo, o tempo, a duração, se é estéreo ou mono, o ritmo, etc. Em relação ao canal táctil podemos decompô-lo em: a intensidade, a sensação de temperatura, a velocidade, se está dentro ou fora ou ao contrário, se há ou não sensação de movimento, a tensão, a pressão, etc. O nosso cérebro codifica todas estas variáveis para criar sensações. Se mudarmos estas variáveis, mudará também a sensação.Como faz uma pessoa que tenha, por exemplo, depressão? Pensa que uma pessoa com depressão fará imagens com muita ou pouca luz? Se falará a si própria com um tom jovial ou com um tom patético? Notará o seu corpo leve ou completamente pesado? Como lhe parece que falará para si própria uma pessoa que tenha ansiedade? Falará com um tom de riso ou com um tom de medo? Fará uma imagem aberta ou uma imagem muito fechada? Acredito que saberá já a resposta.A boa notícia é que se mudarmos esses códigos, mudaremos automaticamente a resposta emocional.
(Tirado de ´Boletín de Magalian´)
(Tirado de ´Boletín de Magalian´)
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